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quinta-feira, 26 de maio de 2011

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Todos vivemos escondidos e escondendo-nos dos outros e de nós mesmos. Já ninguém proclama quem é. Os cargos escondem os rostos. O medo esconde os rostos. Todos desfigurados. Ninguém diz quem é a ninguém.

Max Aub, Aforismos en el laberinto, Edhasa, Barcelona, 2003.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Uma queixa da alma

O homem, para dormir, dá voltas, põe-se de lado e também de costas e, assim, de barriga para o ar, diz que descansa, quando só imita a morte. Não é de estranhar que, nessa posição, ressone. O ressono é uma queixa da alma, que sai para a obscura luz nocturna pela irreverência que tal posição encerra.

Max Aub, Aforismos en el laberinto, Edhasa, Barcelona, 2003.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Escrever

Escrever é ir descobrindo o que se quer dizer.

Max Aub, Aforismos en el laberinto, Edhasa, Barcelona, 2003.