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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Esclarecimento importante

A relação entre a poesia da experiência e a poesia da retórica não é a mesma que a relação entre a poesia da realidade e da imaginação. A experiência, pelo menos no caso de um poeta de qualquer âmbito, é muito maior do que a realidade.

Wallace Stevens, «Aphorisms», Opus Posthumous: Plays, Poems, Prose, ed. revista, corrigida e aumentada por Milton J. Bates, Vintage Books, 1990.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Descobrir, afirmar, revelar

... o que um poeta moderno deseja, acima de tudo, é ser um poeta do tempo presente. Acho que se pode dizer que ele considera serem estas as suas funções: descobrir por si próprio, pelo pensamento e pelo sentimento, o que lhe parece ser a poesia do seu tempo, enquanto coisa distinta da poesia do tempo de Sir Walter Scott, ou da poesia de qualquer outro tempo, e afirmá-la de um modo que realmente a revele aos seus leitores.

Wallace Stevens, «On Receiving the National Book Award for Poetry (1951)», em Opus Posthumous: Plays, Poems, Prose, ed. revista, corrigida e aumentada por Milton J. Bates, Vintage Books, 1990.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Amêijoas a tocar acordeão

O defeito fundamental do surrealismo é inventar sem descobrir. Pôr uma amêijoa a tocar acordeão é inventar, não descobrir. A observação do que não é consciente, tanto quanto pode ser observado, deve revelar coisas de que não estávamos conscientes, não as coisas familiares, de que estávamos conscientes, acrescidas de imaginação.

Wallace Stevens, Opus Posthumous: Poems, Plays, Prose, ed. revista, corrigida e aumentada por Milton J. Bates, Vintage Books, 1990.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Um poema de Wallace Stevens

Poetry is the subject of the poem,
From this the poem issues and

To this returns. Between the two,
Between issue and return, there is

An absence in reality,
Things as they are. Or so we say.

Wallace Stevens em The Man with the Blue Guitar, 1937.