Mostrar mensagens com a etiqueta William Blake. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta William Blake. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Poesia e perenidade

A poesia que se eleva pelo espírito mergulha a sua raiz universal nas realidades do real. Ao contrário de Anteu, o gigante só invencível rente à terra — que Blake representou numa das suas mais belas gravuras para a Divina Comédia —, a poesia que assim ascende cede menos à força bruta, não de Hércules, mas do Tempo.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Fora de concurso

Tigre, tigre, clarão ardente
Nas entranhas da escuridão;
Que olhar ou mão para sempre
Te fixaram a inexorável simetria?

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Tigres

Tyger Tyger, burning bright,
In the forests of the night;
What immortal hand or eye,
Could frame thy fearful symmetry?

nnnnnnnnnnnnnnnnnnnnWilliam Blake


Tygre! Tygre! Brilho, brasa
que a furna noturna abrasa,
que olho ou mão armaria
tua feroz symmetrya?

Augusto de Campos


Tygre, Tygre, viva chama
Que as florestas de noite inflama,
Que olho ou mão imortal podia
Traçar-te a horrível simetria?

José Paulo Paes


Tigre, Tigre, claro incêndio
nas selvas da noite ardendo,
que mão, que olhar traçaria
tão tremenda simetria?

David Mourão-Ferreira


Tigre, tigre, ardendo aceso,
No bosque da noite preso,
Que olhos, que mãos infalíveis
Teus traços criaram terríveis?

Jorge de Sena


Tigre, tigre, chama clara,
entre as florestas da noite,
que mãos imortais ou olhos
puderam jamais forjar-te
a temível simetria?

Gastão Cruz


tigre, tigre, chama pura
nas brenhas da noite escura,
que olho ou mão imortal cria
tua terrível simetria?

Vasco Graça Moura


Tigre Tigre, brilho em brasa,
Que a floresta à noite abrasa:
Que olho eterno ou mão podia
Traçar-te a fera simetria?

Jorge Vaz de Carvalho