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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Intermezzo

Soberania ou incompetência?
Soberania ou forma de disfarçar a incompetência?
Soberania ou forma de legitimar a incompetência?
Soberania ou forma de sublimar a incompetência?
Como distinguir?
Como distinguir se um autor erra ou apenas se desvia conscientemente da norma?
Como distinguir o estilo e a falta dele?
E a tal soberania, dá direito a tudo? Ou há limites?
Nesta matéria, o benefício da dúvida tem um prazo, aliás curto.
Curtíssimo, pelo menos para quem tem uma ideia das respostas a estas questões.

Mas esta (a minha) conversa é uma coisa passadista, conservadora, que não atende aos progressos da humanidade, à relatividade do certo e do errado, de um tipo que vê a língua como um espartilho a que o verdadeiro criador não pode vergar-se, etc., etc., etc.

Nota: E a pontuação do santinho não é tida nem achada neste dilema, até por já ser utilizada muito antes de termos sido miraculados. Já não usar maiúsculas por todas as palavras terem igual dignidade é um argumento, digamos, esmagador...

domingo, 1 de maio de 2011

Hoy la gente es algo tacaña

La palabra estilo desapareció del vocabulario, ni los críticos la usan.


Y sin duda hay autores que reconocemos. (...) Otro aspecto de los idiomas es cómo están desapareciendo cosas normales y se construyen mal las frases. Se está reduciendo el vocabulario.


Recuerdo que mi madre, cuando yo era adolescente, si me preguntaba o pedía algo, y yo respondía de cualquier manera, me decía: "Por favor, no seáis tacaños con la lengua". Hoy la gente es algo tacaña.

Javier Marías em diálogo com Umberto Eco, aqui.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O melhor estilo

O poeta catalão Alexandre Plana terá dito um dia a Josep Pla: «O melhor estilo é o das cartas à família, mas sem o abandono excessivo que estas costumam ter».

Em relação à quantidade

Relativamente à quantidade de palavras que emprega, [o estilo] é: - conciso (lacónico) se exprime as ideias pelo menor número de palavras; - preciso (ático) se emprega palavras que não são de mais nem de menos; - desenvolvido (ródio) se admite grande cópia de ornatos, apresentando os pensamentos sob vários aspectos; - difuso (asiático) se dissolve a energia das ideias na redundância das palavras e no excesso dos ornatos;


J. Simões Dias, Theoria da Composição Litteraria, Livraria Clássica Editora, 13.ª edição, Lisboa, 1913.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Três proposições

do estilo
O estilo é uma dificuldade de expressão.

da difícil facilidade
É preciso escrever um poema várias vezes para que dê a impressão de que foi escrito pela primeira vez.

da relativa inspiração
Inspiração? Sim... Mas convém não esquecer que a poesia, como todo o verdadeiro jogo, é uma luta da astúcia contra o acaso.

Mário Quintana, Caderno H, Editora Globo, São Paulo, 2.ª ed. 2006.