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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Tigres

Tyger Tyger, burning bright,
In the forests of the night;
What immortal hand or eye,
Could frame thy fearful symmetry?

nnnnnnnnnnnnnnnnnnnnWilliam Blake


Tygre! Tygre! Brilho, brasa
que a furna noturna abrasa,
que olho ou mão armaria
tua feroz symmetrya?

Augusto de Campos


Tygre, Tygre, viva chama
Que as florestas de noite inflama,
Que olho ou mão imortal podia
Traçar-te a horrível simetria?

José Paulo Paes


Tigre, Tigre, claro incêndio
nas selvas da noite ardendo,
que mão, que olhar traçaria
tão tremenda simetria?

David Mourão-Ferreira


Tigre, tigre, ardendo aceso,
No bosque da noite preso,
Que olhos, que mãos infalíveis
Teus traços criaram terríveis?

Jorge de Sena


Tigre, tigre, chama clara,
entre as florestas da noite,
que mãos imortais ou olhos
puderam jamais forjar-te
a temível simetria?

Gastão Cruz


tigre, tigre, chama pura
nas brenhas da noite escura,
que olho ou mão imortal cria
tua terrível simetria?

Vasco Graça Moura


Tigre Tigre, brilho em brasa,
Que a floresta à noite abrasa:
Que olho eterno ou mão podia
Traçar-te a fera simetria?

Jorge Vaz de Carvalho

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Depois da chuva

Depois da chuva, o céu ainda escuro e liso, o sol pinta mais vivo o ocre das fachadas: milagre pequeno e fugaz que se exclui do «silêncio que à linguagem faz/ imaginar-se mais que o próprio mundo» (Jorge de Sena)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Égloga Lusitana

cabra
cabrada
cabrões

Jorge de Sena, Sequências, Moraes Editores, Col. Círculo de Poesia, Lisboa, 1980.